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quarta-feira, 4 de maio de 2022

 

Terceiro dia de chuva forte em SC tem registro de enchente, deslizamento e alerta da Defesa Civil

Além de chuvas ainda intensas, Estado passa a ter fortes rajadas de vento nesta quarta, conforme a Epagri/Ciram

Divulgação

Pelo terceiro dia seguido, cidades de Santa Catarina lidam com os transtornos relacionados às chuvas intensas que atingem o Estado. As ocorrências até esta quarta-feira (4) envolvem deslizamentos, alagamentos, enchentes, inundações, famílias desabrigadas, desalojadas e até mortes.

O mau tempo é causado por um ciclone extratropical, que agora, já formado no Sul do país, passa a gerar também fortes ventanias e maior agitação no mar.

Municípios catarinenses terão que enfrentar rajadas de vento com velocidade de até 80 km/h — em especial os do Litoral Sul, da Grande Florianópolis e da Serra, que já acumulam maior volume de precipitação até aqui.

Veja os impactos do fenômeno metereológico nas diferentes regiões de Santa Catarina.

Litoral SulEm Tubarão, a Prefeitura local, sob gestão Joares Ponticelli (PP), decretou situação de emergência, o que permite deslocar funcionários e realizar compras com dispensa de licitação para minimizar os estragos.

O comércio e atividades não essenciais estarão suspensas a partir do meio-dia devido ao risco de novos alagamentos com a expectativa de transbordamento do Rio Tubarão, que corta a cidade. A rede pública de educação tem aulas suspensas e algumas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) estão fechadas.

O município já tem cerca de 60 pessoas desalojadas, que foram removidas de áreas de risco. Elas foram deslocadas para casas de familiares e equipamentos públicos da prefeitura. Também foram disponibilizados outros locais para isso, como igrejas.

Há alagamentos em diversas regiões. Em uma via próxima ao rio, um morador foi visto circulando de caiaque durante a manhã. Ele atravessava a rua Padre Geraldo Spettmann, uma das principais da cidade e que serve de entrada ao município, ligando uma via paralela à rodovia BR-101 à região central. Ela também abriga a rodoviária local.

Já em Criciúma, são atendidas ocorrências em todas as partes do município, mas com maior atenção ao bairro Sangão, cortado por um rio que chegou a transbordar. Não houve, no entanto, dano material de grande proporção por conta disso, nem vítimas fatais em meio às chuvas, segundo o coordenador da Defesa Civil criciumense, Fred Gomes.

— O nível dos rios está dentro do risco aceitável. A gente faz esse monitoramento a cada duas horas, ou mesmo de hora em hora, dependendo do ponto da cidade. E hoje a chuva deve ser menor, temos uma previsão de 50 milímetros — disse.

Ainda segundo ele, o município teve quedas de muros e de postes, entre outros estragos. Além disso, duas famílias precisaram ser resgatadas por estarem ilhadas em meio a alagamentos e agora estão abrigadas em residências de parentes.

Meio-Oeste

No Meio-Oeste, sob estado de atenção pela Defesa Civil, o volume de precipitação acumulado até aqui é menor se comparado à porção de Santa Catarina mais próxima ao litoral. No entanto, a região também segue registrando estragos pelas chuvas.

Em Curitibanos, a queda de uma barreira na rodovia SC-120 deixou um motorista gravemente ferido já na noite desta terça, com destroços de árvores espalhados no Km 237. O acidente ainda deixou o condutor de uma moto com uma fratura na perna.

Vale do Itajaí

As três áreas que compõem o Vale do Itajaí estão em situação de alerta para inundações. O município de Rio do Sul entrou em situação de enchente na madrugada desta quarta. O nível do Itajaí-Açu na maior cidade do Alto Vale passou dos 7 metros à meia-noite e, durante a manhã, passou de 8 metros.

Com tendência de alta desde o início da tarde de terça, o município já havia feito um alerta à população no início da noite para que estivesse preparada para a cheia. Com o nível do rio acima de 8 metros, ao menos mais de 100 ruas já são afetadas, segundo um relatório local.

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